As assistentes sociais da Fundação de Previdência dos Servidores Públicos Municipais Efetivos de Bauru (Funprev), Cristiane Peres e Mônica Watabe, compartilharam as suas reflexões e experiências vivenciadas no Fórum das Assistentes Sociais de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), em um encontro promovido pela Escola Previdenciária, na quinta-feira, para servidores e convidados.
As assistentes sociais da Fundação participaram do Fórum ‘Desafios contemporâneos do serviço social nos RPPS: educação previdenciária, avaliação biopsicossocial e a dimensão sócio-ocupacional’, realizado no dia 26 de maio, no auditório do Instituto de Previdência Municipal (IPREM), em São Paulo. O encontro com profissionais de diferentes regiões do Brasil possibilitaram as discussões e troca de experiências sobre temas como o panorama da profissão no país, os direitos trabalhistas e a contrarreforma da previdência, incluindo debates sobre o preconceito e a discriminação contra pessoas com deficiência (capacitismo) e inclusão.
Mônica Watabe relata que o Fórum foi muito importante para ampliar os horizontes sobre o que a área do serviço social precisa fortalecer e as mudanças que precisam ocorrer, principalmente em relação às pessoas com alguma deficiência que são vítimas de preconceitos e muitas vezes excluídas da sociedade. “Existe em todos nós uma cultura muito excludente e, frequentemente, usamos termos totalmente preconceituosos quando falamos de deficiência como ‘aleijado’, ‘doente mental’ e outras coisas horríveis. Nós temos que mudar isso, porque é a sociedade que exclui essas pessoas”, explicou.
No entendimento da assistente, existem muitas camadas quando se trata do direito das pessoas com deficiência e pessoas historicamente excluídas da sociedade. “A gente precisa lembrar que quando falamos de inclusão, estamos falando de incluir pessoas que sempre foram excluídas antes, como as mulheres, pessoas racializadas, as mais pobres e claro, as com deficiência, que são impedidas de frequentarem muitos espaços e até o mercado de trabalho”, declara Mônica.
Já para a assistente Cristiane Peres, que também esteve no Fórum, o acolhimento humanizado prestado pelo serviço social está previsto na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) de 2015. “Oferecer dignidade às pessoas não é uma escolha pessoal, é uma lei. Quando fazemos a avaliação da pessoa que quer se aposentar, por exemplo, temos que olhar de várias frentes, não só fazer uma avaliação totalmente médica ou patológica como se fazia antes, porque as pessoas são diferentes, mesmo quando elas possuem uma deficiência em comum”, afirmou.
O serviço social vem adotando novos procedimentos mais integrados e inclusivos em relação às avaliações sociais. Cristiane afirma que a categoria está comprometida com a avaliação biopsicossocial, um método mais completo de analisar cada caso. “Se vamos analisar um pedido de aposentadoria por invalidez ou um afastamento por condição médica, temos que olhar as dificuldades não só físicas, mas problemas de saúde mental como a depressão, problemas financeiros, até mesmo a condição social dessa pessoa, porque tudo isso afeta na avaliação”, concluiu a servidora.
A palestra foi uma oportunidade de trocar informações e contribuir para o aperfeiçoamento dos serviços prestados pelas profissionais no atendimento ao público da Fundação. O Serviço Social pretende promover futuros projetos para a comunidade, principalmente para os idosos e servidores já aposentados, principal público atendido pela Fundação.
Assistentes sociais de Bauru compartilham experiência em Fórum
